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Trabalhar de casa deixa as pessoas mais felizes, diz estudo de quatro anos

Publicado em 29 de agosto de 2025

Um estudo australiano de quatro anos trouxe novas perspectivas sobre uma das maiores mudanças no ambiente de trabalho dos últimos tempos: o trabalho remoto. E a conclusão é clara: trabalhar de casa deixa as pessoas mais felizes.

O que aconteceu

Pesquisadores da Universidade do Sul da Austrália acompanharam como o trabalho remoto impacta a vida diária dos funcionários. Os estudos foram iniciados antes da pandemia e se estenderam pelos anos seguintes.

Quando o home office é uma escolha, e não uma obrigação, ele aumenta significativamente a felicidade, a saúde e o bem-estar geral, diz o estudo. A flexibilidade de trabalhar de casa proporciona benefícios para a saúde física e mental, embora não esteja isento de desafios.

Os pesquisadores reforçaram que não se trata de escolher lados (remoto x escritório), mas de construir um futuro do trabalho que abrace ambos. O estudo australiano confirmou o que muitos trabalhadores sentiram por anos: a flexibilidade importa.

 

Os benefícios do home office

Mais sono, menos estresse

Um dos efeitos mais imediatos do trabalho remoto foi a melhora no sono. Em média, os trabalhadores remotos ganharam 30 minutos extras de descanso por noite, considerando que os australianos costumavam gastar cerca de 4h30 horas por semana em deslocamentos.

Longos trajetos sempre foram associados a pior saúde mental e níveis mais altos de estresse. Ao eliminar ou reduzir essas viagens diárias, os funcionários experimentaram mais energia, menos fadiga e maior tranquilidade.

O único porém foi que os pesquisadores notaram um leve aumento no consumo de álcool durante os primeiros meses dos lockdowns. A tendência geral, porém, foi extremamente positiva, com melhorias claras no bem-estar mental.

 

Economia de tempo = produtividade e vida pessoal

O tempo economizado por não precisar se deslocar provou ser inestimável. Alguns trabalhadores usaram esse tempo para avançar em projetos ou gerenciar responsabilidades domésticas, enquanto outros o investiram no cuidado com a família.

Curiosamente, cerca de um terço desse tempo economizado foi direcionado para lazer e atividades físicas. Esse equilíbrio entre produtividade e enriquecimento pessoal mostrou que o trabalho remoto não apenas devolve horas, mas as redistribui de maneiras mais saudáveis.

Estudos semelhantes na Espanha sugerem que quem trabalha de casa ganha, efetivamente, até dez dias extras de tempo livre por ano. Este tempo tende a reduzir o comportamento sedentário e melhorar a saúde geral.

 

Melhor alimentação em casa

Outra mudança notável foi nos hábitos alimentares. Embora o fácil acesso à cozinha tenha incentivado mais lanches no início, a tendência geral foi para refeições mais saudáveis.

O estudo destacou um aumento no consumo de frutas, vegetais e laticínios, além de mais pratos preparados em casa. Os trabalhadores relataram ser mais conscientes sobre o que comiam, uma prova de que trabalhar de casa pode influenciar não apenas os horários, mas também a nutrição.

 

Produtividade aumenta (e não diminui)

A desconfiança sobre o trabalho remoto frequentemente gira em torno da produtividade. Muitos gerentes temem que, sem supervisão, os funcionários possam relaxar. No entanto, o estudo australiano sugeriu o oposto: o desempenho é mantido e, em muitos casos, melhora.

A chave está em distinguir entre home office forçado e home office por conta propria. Quando o trabalho remoto é obrigatório, como durante lockdowns rigorosos, o bem-estar pode diminuir devido ao isolamento e ao estresse. Mas quando os funcionários têm a escolha, sua motivação e satisfação aumentam.

Dito isso, ainda existem preocupações sobre a coesão da equipe e os relacionamentos no local de trabalho. Embora construir 'camaradagem' seja mais difícil à distância, a pesquisa enfatiza que a produtividade não é prejudicada, e com os sistemas de suporte certos, a colaboração pode continuar prosperando.

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